Participação no Pintando na Praça

O evento "Pintando na praça", realizado no dia 18 de setembro foi arrebatador, com um sábado ensolarado (que secava nossas tintas) e com vento gelado (para que não morrêssemos de calor) e contra o qual lutamos para proteger nossas telas e desenhos, que voavam para o trilho do trem.
Apesar do ensaio que eu e meus alunos fizemos no ateliê, nem todos se animaram em participar, mas fiquei muito orgulhasa das que foram, parabéns! Fiquei feliz também por encontrar ex-alunos que hoje estão cursando faculdade de artes como a Barbara Bublitz e o Tarsis Flôr, espero que tenham muito sucesso em suas carreiras artísticas.

Inicio da pintura
(foto de Tita Pretti)
Pintar em um intervelo de poucas horas e ao ar livre, fora do ambinte de trabalho no qual temos conforto, um clima controlado e todas as ferramentas e materiais à disposição, é um grande desafio. Existem todos os fatores do clima interferindo e o público sempre muito simpático com histórias para contar e que apesar de romper a monotonia algumas vezes acabam roubando nossa atenção mais do que queríamos. É preciso estar preparado e saber lidar com isso, pois o trabalho artístico demanda muita concentração.

Após transformar a imagem realista em sonho
(foto de Lilian Kais Parachen)

Fui ao evento um pouco frustrada com a proposta que era pintar cenas locais e a iluminação era diurna, algo que eu não sentia vontade de pintar. Passeando pelo local resolvi misturar os elementos que mais me chamaram a atenção: a vista dos fundos do edifício da Fundação Cultural sobre os trilhos e as complexas árvores que na verdade se encotram na parte frontal do mesmo. Com o desenho terminado, restavem-me apenas quatro hora para pintar. A princípio um pouco contrariada, comecei a pintar respeitando as cores pastéis da edificação, preocupada com seu reconhecimento - afinal o ângulo escolhido é quase oculto. Dado momento, deitei a tela no chão e banhei-a com tinta azul e violeta, foi a alegria de crianças que passavam por lá. Com menos e meia hora para terminar o evento refiz o desenho com luminosas pinceladas amarelas. Queria proporcionar uma sensação de que essa imagem viesse de um sonho. Não tive tempo de adicionar o laranja e fazer todos os detalhes e texturas que pretendia mas tive que me conformar. O que mais ajudou foi a torcida das crianças e algumas pessoas que passavam pelo local e mostravam-se entusiasmadas com o resultado.
Valeu a experiência e, caso haja mais projetos em safras vindouras, estaremos lá.

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