Crianças resgatam vida e obras de Victor Meirelles

Durante a realização do projeto Minha Escola Colorida: oficina de pintura mural, as crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vitor Meirelles desenvolveram murais contando a vida e obra do patrono da escola. O mais interessante foi a maneira como elas elaboraram as imagens fazendo um exercício de memória das pinturas e interpretação de sua biografia. Trata-se da ação de cerca de 60 crianças entre 9 e 10 anos que tiveram a oportunidade de participar deste projeto. 

depois

antes




 As pinturas foram realizadas no muro da escola que fica no bairro Três Rios do Norte de Jaraguá do Sul e podem ser vistas por qualquer um que passar por lá. A comunidade local, durante sua execução no fim de semana já fazia comentários de aprovação; passando a pé, cavalo, moto, carro e bicicleta, muitos paravam para elogiar o trabalho.  Mesmo de baixo de um sol fortíssimo as crianças não desistiram da atividade e foi tão contagiante que até a merendeira da escola Salete resolveu pegar no pincel e ajudar. Agora elas poderão se orgulhar por muito tempo do resultado.

Fotos panorâmicas feitas nos momentos mais tranqüilos (com menos crianças para atender):

durante a manhã do primeiro dia de pintura

com as trabalho mais avaçado no mesmo dia

segundo dia e pintura  e os retoques finais


Façamos agora uma visita virtual monitorada:




O passeio começa com uma releitura do retrato de Victor Meirelles, patrono da escola.


Logo dois retratos realizados por ele após retornar de seus estudos na Europa, quando se tornou pintor oficial da corte do Brasil Império.










Vemos o retrato de Ana Neri e criando uma situação de contraste, ao seu lado, o da Imperatriz Dona Tereza Cristina, mãe da Princesa Isabel.Em seguida uma interpretação sobre sua infância em Desterro (antiga Florianópolis) antes de, aos 14 anos, ganhar uma bolsa de estudos para frequentar a Acadêmia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Na sequência, o quadro que lhe rendeu reconhecimento intenacional, realisado em 1861, o oitavo e último ano de sua quarta bolsa de estudos consecutiva para estudar artes na Europa: A primeira Missa do Brasil.

O próximo foi o único trabalho realizado a partir da cópia da fotografia de um livro, mas o grupo não teve muito tempo para consultá-la (eu não deixei). Trata-se da fachada do Museu Victor Meirelle estabelecido em sua antiga residência.

Esta é uma releitura do Combate Naval do Riachuelo em uma versão noiturna. Também é a unica releitura de todas as batalhas históricas que ilustrou, parece que o tema não é muito do agrado dessas crianças.

Aqui é a ilustração que mostra como poderia ter sido a viagem de Victor Meirelles fez para a Europa. Ele aparece sobre o navio central da frota pintando a paisagem com o mar repleto de peixes coloridos.
Esta é a Escola Vitor Meirelles, sobre a interpretação de um grupo de meninos que teve no momento da finalização a participação de uma professora da própria escola que liberou seu lado infantil contribuido com as carinhas nas nuvens, sol, flores e frutas nas árvores.

Adiante, a paisagem que é a releitura das paisagens panorâmicas que Victor Meirelles pintou do Rio de Janeiro nos últimos anos de sua vida.

E para finalizar, completando o restante de muro que ia ficar em branco, duas paisagens de Florianopolis, interpretando as que eram realizadas pelo pintor em sua infância. Estas crianças que mesmo já tendo terminado seus painéis no dia anterior e não se importaram de enfrentar mais um dia de sol representaram na primeira a casa na qual o pintor morou quando menino e na segunda, sua casa e o museu de arte.


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