Alunos retornam à escola durante as férias para participar do encerramento do projeto

Mesmo após o encerramento das atividades escolares, os alunos da E.M.E.F. Vitor Meirelles retornam à escola para participar do encerramento do projeto "Minha Escola Colorida: oficina de pintura mural". Este evento ocorreu dia 8 de dezembro (quarta-feira)às 14h e apenas nesta escola o projeto contou com a participação de cerca de sessenta crianças.
Com todas as crianças  (que não estavam de recuperação)reunidas, mencionei algumas palavras de agradecimento e admiração pelo empenho e carinho com que aderiram à proposta e, com as coordenadoras pedagógicas iniciamos a entrega dos certificados. Aproveitei o momento para sortear entre eles os materiais de artes usados na execução da oficina que ainda se encontravam em bom estado. Os itens se resumem a estojos de caneta hidrocor, lápis de cor e kits que montei juntando lápis de grafite graduado, papel sulfite, borracha e apontador e outro com papéis coloridos, tesoura e cola; tudo embrulhado para presente.
 

Durante o evento os alunos puderam finalmente assinar suas obras e todos os murais foram adesivados com os dados do projeto. Fizemos várias fotos para registrar o momento e também tentei fotografar o grupo responsável por cada mural, algo que foi muito difícil de fazer durante a execução das pinturas, uma vez que eles compareciam em horários alternados.

A alegria no momento foi generalizada. Porém nem todos queriam se despedir, alguns procuraram se informar sobre o dia que dia poderiam retornar para fazer novos murais e ficaram desolados ao descobrir que o projeto havia terminado.

Alunos da EMEF Marcos Emílio Verbinnen retornam para executar suas pinturas durante as férias e não desanimam com a chuva!

A realização do projeto "Minha Escola colorida" na EMEF Marcos Emílio Verbinnen chegou a ser interrompido durante três semanas; foi uma agonia para mim e todos os que participaram do projeto. No dia de executar os projetos de pintura, descobrimos que o muro recém pintado para aplicação das pinturas estava soltando tinta apenas de encostar a fita crepe. Os desenhos recém ampliados para a escala real em papel craft foram recolhidos e arquivados e os alunos, decepcionados, retornaram para suas casas.
Após três semanas, com o muro tratado e repintado, uma boa parte dos alunos já de férias retornou à escola para pintar os murais. Na ausência de muitos colegas, aqueles que estavam presentes cooperaram entre si, com o objetivo de pintar o maior número possível dos projetos realizados nas oficinas anteriormente.

O tema que foi escolhido nessa escola se resumiu às atividades que os alunos costumeiramente desenvolvem durante o ano letivo, incluindo datas comemorativas, laboratórios e outros eventos. Ao longo do muro estes estudantes representaram a ciência, a informática, os livros e a biblioteca (dois projetos distintos), a festa junina, as máscaras (do carnaval, do teatro, do tema africanidade, e tantas outras comemorações), a música e, também, pintaram um que faz referência às outras culturas às quais eles têm acesso, como o "sexta-feira-treze" e "dia das bruxas" por exemplo.


A pintura foi iniciada na sexta-feira às 13h, após um encerramento de ano que tiveram na escola com show de talentos. Sobre ameaça de forte chuva interrompi a atividade por volta das 16h30 e marcamos a continuação no dia seguinte. Para minha preocupação logo pela manhã o sábado já estava nublado, porém, estavam todos lá, pontualmente às 8h. Sob garoa fina trabalhamos até meio dia e depois retornamos às 13h. Durante a tarde a chuva encorpou mas os alunos se recusaram a interromper novamente a atividade, permanecendo na escola até às 17hs.

Entre as brincadeiras envolvendo tinta, o que é muito natural, os alunos demonstraram uma boa preocupação quanto ao acabamento dos murais e o resultado foi um trabalho de ótima qualidade. Eles se mostraram muito responsáveis, ajudavam sempre a recolher os materiais e deixavam tudo limpinho, o que é admirável!

A realização deste tipo de projeto tem um lado muito interessante, que é reunir pessoas que convivem por anos no mesmo espaço e não se conhecem. Este é um momento no qual os alunos encontram seus pares e descobrem que em seu colégio há pessoas com as afinidades comuns.

Fiquei muito feliz com um caso em particular que ocorreu nesse colégio logo no primeiro dia da oficina. Foi o caso de um estudante que queria trabalhar só, justificando que ele mesmo deveria ter algum problema porque nunca conseguia trabalhar em grupo, pois sofria com deboches. Recusei o pedido e o inseri em um grupo de adolescentes da mesma faixa etária onde eles se desconheciam. No final da atividade este estudante me procurou animadíssimo para dizer que pela primeira vez na vida, havia se integrado a um grupo e que todos aderiram a suas ideias. Fiquei feliz por ele encontrar um grupo no qual não foi discriminado. 

Crianças resgatam vida e obras de Victor Meirelles

Durante a realização do projeto Minha Escola Colorida: oficina de pintura mural, as crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vitor Meirelles desenvolveram murais contando a vida e obra do patrono da escola. O mais interessante foi a maneira como elas elaboraram as imagens fazendo um exercício de memória das pinturas e interpretação de sua biografia. Trata-se da ação de cerca de 60 crianças entre 9 e 10 anos que tiveram a oportunidade de participar deste projeto. 

depois

antes




 As pinturas foram realizadas no muro da escola que fica no bairro Três Rios do Norte de Jaraguá do Sul e podem ser vistas por qualquer um que passar por lá. A comunidade local, durante sua execução no fim de semana já fazia comentários de aprovação; passando a pé, cavalo, moto, carro e bicicleta, muitos paravam para elogiar o trabalho.  Mesmo de baixo de um sol fortíssimo as crianças não desistiram da atividade e foi tão contagiante que até a merendeira da escola Salete resolveu pegar no pincel e ajudar. Agora elas poderão se orgulhar por muito tempo do resultado.

Fotos panorâmicas feitas nos momentos mais tranqüilos (com menos crianças para atender):

durante a manhã do primeiro dia de pintura

com as trabalho mais avaçado no mesmo dia

segundo dia e pintura  e os retoques finais


Façamos agora uma visita virtual monitorada:




O passeio começa com uma releitura do retrato de Victor Meirelles, patrono da escola.


Logo dois retratos realizados por ele após retornar de seus estudos na Europa, quando se tornou pintor oficial da corte do Brasil Império.










Vemos o retrato de Ana Neri e criando uma situação de contraste, ao seu lado, o da Imperatriz Dona Tereza Cristina, mãe da Princesa Isabel.Em seguida uma interpretação sobre sua infância em Desterro (antiga Florianópolis) antes de, aos 14 anos, ganhar uma bolsa de estudos para frequentar a Acadêmia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Na sequência, o quadro que lhe rendeu reconhecimento intenacional, realisado em 1861, o oitavo e último ano de sua quarta bolsa de estudos consecutiva para estudar artes na Europa: A primeira Missa do Brasil.

O próximo foi o único trabalho realizado a partir da cópia da fotografia de um livro, mas o grupo não teve muito tempo para consultá-la (eu não deixei). Trata-se da fachada do Museu Victor Meirelle estabelecido em sua antiga residência.

Esta é uma releitura do Combate Naval do Riachuelo em uma versão noiturna. Também é a unica releitura de todas as batalhas históricas que ilustrou, parece que o tema não é muito do agrado dessas crianças.

Aqui é a ilustração que mostra como poderia ter sido a viagem de Victor Meirelles fez para a Europa. Ele aparece sobre o navio central da frota pintando a paisagem com o mar repleto de peixes coloridos.
Esta é a Escola Vitor Meirelles, sobre a interpretação de um grupo de meninos que teve no momento da finalização a participação de uma professora da própria escola que liberou seu lado infantil contribuido com as carinhas nas nuvens, sol, flores e frutas nas árvores.

Adiante, a paisagem que é a releitura das paisagens panorâmicas que Victor Meirelles pintou do Rio de Janeiro nos últimos anos de sua vida.

E para finalizar, completando o restante de muro que ia ficar em branco, duas paisagens de Florianopolis, interpretando as que eram realizadas pelo pintor em sua infância. Estas crianças que mesmo já tendo terminado seus painéis no dia anterior e não se importaram de enfrentar mais um dia de sol representaram na primeira a casa na qual o pintor morou quando menino e na segunda, sua casa e o museu de arte.